Edição 030 • 26/07/2026 04:03

O vinho que eu tomei: Garzón Tannat, Uruguai

Quem me conhece sabe que, quando o assunto é bebida que traz prazer muito além de simplesmente beber, eu sou fã de tequila e de vinho. Hoje vou falar de vinho. E de um em especial, um uruguaio da uva Tannat, o Garzón, que acabei de tomar e que me trouxe de volta uma memória adormecida.

Eu não provava um Tannat desde 2018, ano anterior à minha mudança para os Estados Unidos. Por aqui, essa uva é incomum, difícil de achar. Por isso, reencontrá-la foi reviver um momento. E a surpresa veio dobrada: há duas semanas, no Brasil, em Porto Alegre, tomei também um Tannat gaúcho, e eu nem sabia que existia Tannat brasileiro. Me surpreendeu muito.

O Garzón é, provavelmente, um dos melhores cartões de visita do vinho uruguaio moderno. Não é aquele Tannat antigo, rústico, pesado e quase pedregoso de beber. A Bodega Garzón conseguiu fazer um Tannat mais elegante, mineral, com fruta escura e tanino presente, mas sem ser grosseiro.

Nos Estados Unidos, eu o encontro por cerca de 20 dólares. No Brasil, tomei num restaurante, onde o preço sempre sobe, e paguei algo em torno de 200 e poucos Reais, mas acredito que você o encontre na faixa dos 150 Reais. É um vinho encorpado, algo que me encanta. Recomendo muito. Prove, e depois volte aqui para me contar o que achou.

O Garzón prova que valor entregue não é o mesmo que preço cobrado: ele entrega muito mais do que custa. Na advocacia patrimonial é igual, o cliente percebe quando recebe muito mais valor do que pagou em honorários, e é isso que faz a sua reputação crescer.

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