A Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul abriu uma nova operação para pegar Holding feita de forma abusiva. E isso diz muito sobre quem está trabalhando com método e quem está improvisando.
No passado, a Fazenda do RS bateu naquilo que eles enxergaram como sendo o modelo de três células. Estavam certos no alvo, mas erraram no nome. O que fiscalizaram não era o modelo de três células. Era gente fazendo algo que apenas parecia esse modelo, sem método, no improviso. E agora a mira mudou: antes era um modelo, hoje é quem faz de forma abusiva.
E aqui está a tese que muita gente erra: Holding Familiar não é instrumento de planejamento sucessório. Ela evita o inventário, mas não evita o ITCMD. No dia do falecimento, o imposto vai ser pago. Se houver doação de quotas em vida, o imposto também vai ser pago. Não tem mágica.
Então o que a Holding é de verdade? Instrumento de estruturação patrimonial e de negócios. Só isso, e já é muito. Quem vende Holding como fórmula mágica de fugir do imposto não está fazendo planejamento, está construindo um problema com CNPJ.
A fiscalização está separando o joio do trigo. De um lado, quem estrutura com método. Do outro, quem replica vídeo de internet dentro do patrimônio dos outros. E eu tenho pena, de verdade, do cliente que contratou alguém sem método e foi descobrir isso quando o fisco bateu na porta.
Por isso, parabéns à Secretaria do Rio Grande do Sul, que teve o brilhantismo de enxergar o que estava certo e o que estava sendo feito no improviso. Porque, no fim, é exatamente isso que a gente vem dizendo: Holding Familiar é método, não é improviso.
Repare o que essa operação revela: o fisco não está mais atrás de um modelo, está atrás de quem executa sem método. E a diferença entre proteger a família e atrair a fiscalização não está no contrato social, está em quem desenha a estrutura.
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